«Toda a terra não submetida ao Islão está ameaçada»

26 Novembro 2020

Tropa moçambicana em patrulha na região de Cabo Delgado. Quando parecia que as coisas estavam bem encaminhadas para restituir a paz e a prosperidade a Moçambique (perdidas desde que a traiçoeira «descolonização» portuguesa entregou essa Província Ultramarina ao comunismo internacional), várias regiões do norte foram violentamente atacadas pelo grupo terrorista Al Sunnah wa Iama’ah novo braço armado do Boko Haram na África Oriental (Foto: «The Conversation»).

Rémi Brague (Paris, 1947), autoridade internacional no estudo da cultura muçulmana de todos os tempos, deu uma entrevista ao diário ABC de Madrid (Espanha) na qual adverte sobre o perigo do islamismo radical, para além do terrorismo jihadista.

(ABC/InfoCatólica) Juan Pedro Quiñonero entrevistou Remi Brague para o ABC. Académico, historiador, filósofo, especialista de renome em filosofia medieval (muçulmana, judaica, cristã), professor emérito em Paris e Munique, é autoridade internacional no estudo da cultura muçulmana de todos os tempos.

Brague adverte que o problema sofrido pela França e pela Europa com o terrorismo islamista se estende a todo o mundo:

«Todas as nações não sujeitas ao Islão estão ameaçadas. Serei mais radical do que o senhor: não é só a Europa que está ameaçada, mas todo o mundo não-muçulmano. E mesmo em países já com séculos de submissão ao islamismo, encontraremos sempre uns barbudos a explicar que a sociedade ainda não está suficientemente islamizada.»

O islamita não sabe exactamente o que o futuro trará, mas não exclui a possibilidade de que as coisas piorem:

«Todas as causas continuarão a existir. O assassino de Nice chegou a França como "refugiado", tal como os pais do assassino de Conflans-Sainte-Honorine. Há anos, o Estado islâmico gabava-se de aproveitar as vagas de imigrantes para introduzir os seus guerreiros na Europa mas nós sorríamos por considerar isso uma fanfarronada. Talvez devêssemos ter levado essa ameaça a sério e prestar mais atenção àqueles que estávamos a receber...».

Na realidade, o problema não são apenas os violentos:

«O Jihadismo é o aspecto "ruidoso" e espectacular de um plano muito maior: o projecto do Islão -- desde as suas origens -- de conquistar o mundo para impor a lei, que o seu deus ditou ao seu profeta, no Corão, nas declarações de Maomé e nos exemplos do Corão sobre o seu comportamento. Essa conquista pode ser feita por meios militares, mas não necessariamente. Uma infiltração discreta, paciente e metódica, como a da Irmandade Muçulmana é, sem dúvida, muito mais eficaz a longo prazo.»

Finalmente, apresenta a seguinte receita para lidar com o problema:

«...ouso dizer que, em geral, o essencial consiste em aplicar rigorosamente as leis em vigor. Não há necessidade de novas leis. Aplicar depois medidas policiais muito simples (não estou a dizer fáceis!), como expulsar os pregadores do ódio, dissolver as suas associações, fechar as mesquitas onde pregam, fechar as suas contas no Facebook. A médio prazo, penso que é essencial denunciar os mentirosos que afirmam que "tudo isto não tem nada a ver com o Islão" ou que nos acusam de estar "a fazer o jogo da extrema direita". A longo prazo, é urgente controlar a imigração e não admitir pessoas em situação irregular. Tudo isso implicaria um comportamento de Estado convicto da sua legitimidade.»

Fonte: Artigo publicado em espanhol na «InfoCatólica»

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