Se o Papa fosse à Ucrânia, mudaria o curso dos acontecimentos…

21 Março 2022

Março de 2022: Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima à chegada em Lviv, Ucrânia (Foto: Aleksander Sawransky | Ukraińska Cerkiew Grekokatolicka)

Em artigo de João Céu e Silva, publicado no Diário de Notícias a 21 de Março sob o título «Por que não vai o Papa a Kiev?», levantam-se algumas questões de grande actualidade como o terceiro segredo de Fátima, a presença da imagem peregrina de Nossa Senhora na Ucrânia (Lviv) e a consagração da Rússia.

Com efeito, destaca João Céu e Silva que «inesperadamente, as imagens da chegada da Nossa Senhora de Fátima Peregrina a Lviv voltam a colocar as chamadas aparições na Cova da Iria em 1917 entre as evocações que resultam da invasão da Ucrânia pela Rússia. Reportagens com a Imagem Peregrina percorreram o mundo nos últimos dias e, por exemplo, os canais norte-americanos CNN e Fox News deram-lhe uma visibilidade pouco habitual e trouxeram de volta os segredos de Fátima perante o cenário de uma guerra devastadora. Não será por acaso, afinal o Segundo Segredo de Fátima refere-se à Rússia e este conflito mundial faz com que a narrativa de Lúcia seja lida de uma forma atualizada, como nunca seria imaginável há um mês.»

«Agora, com a invasão russa – lembra este jornalista – a mensagem da Virgem que Lúcia deixou escrita regressou de forma gradual à memória pública. Logo nos primeiros dias os portugueses lembraram-se de que um dos segredos se referia ao Estado invasor. De seguida, várias opiniões internacionais sugeriam a intervenção do Papa Francisco como a única solução para o fim do conflito. Em Portugal, entre outros, João Soares disse em entrevista que se o Papa fosse à Ucrânia, a atitude de Putin mudaria radicalmente.

João Céu e Silva, autor do livro «Fátima – A profecia que assusta o Vaticano [2017]», levanta neste artigo uma hipótese interessante, certamente relacionada com uma situação de conflito que bem poderia ocorrer na Ucrânia ou noutra nação que venha a ser afectada pelo muito provável alastrar da guerra.

Perguntando então «por que não vai o Papa a Kiev, tendo em conta que poderá ser o único homem no mundo que poderia com a sua presença alterar o curso da guerra que destrói a Ucrânia», João Céu e Silva recorda o que a Irmã Lúcia escreveu na terceira parte do segredo sobre «um Bispo vestido de branco»:

«Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre». O que se segue é, segundo a sua visão: «O Santo Padre, antes de chegar aí [a uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz], atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras (…)”.»

Efectivamente não é de se esperar que o Papa vá à Ucrânia, mas sabendo-se que a guerra poderá facilmente tornar-se mundial, o cenário dessa visão da Irmã Lúcia pode perfeitamente ocorrer em qualquer país mais ou menos próximo.

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