São Pedro Julião Eymard

1 Agosto 2022

São Pedro Julião Eymard, apóstolo da Eucaristia

São Pedro Julião Eymard nasceu em La Mure (França) a 4 de Fevereiro de 1811. Primeiro foi padre secular e depois religioso na Sociedade de Maria, mais conhecida como Maristas. Admirado pregador e confessor, fundou em 1857 a Congregação dos Sacerdotes do Santíssimo Sacramento para a promoção do culto à Eucaristia com o apoio do Cura D’Ars (São João Maria Vianney). Faleceu a 1 de Agosto de 1868.

Fomentou a adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento. A Congregação dos Sacerdotes do Santíssimo Sacramento também é conhecida como  Sacramentinos.

Da sua lavra, vale a pena citar aqui um dos textos que mais caracterizaram o ardor apostólico desse grande santo:

«Toda a virtude, todo o pensamento que não termina numa paixão, que não acaba por se tornar uma paixão, nada de grande produzirá jamais. (…).
«O nosso amor, para ser uma paixão, deve sofrer as leis das paixões humanas. Falo das paixões honestas, naturalmente boas, pois as paixões são indiferentes em si mesmas. Nós é que as tornamos más quando as dirigimos para o mal, mas só de nós depende utilizá-las para o bem.
«Sem uma paixão, nada se alcança. A vida carece de objectivo, arrasta-se uma vida inútil.
«Pois bem, na ordem da salvação, é preciso ter também uma paixão que nos domine a vida e a faça produzir, para a glória de Deus, todos os frutos que o Senhor espera.
«Considerai os santos. O seu amor os transporta, abrasa, faz sofrer. É um fogo que os consome, despende as suas forças e acaba por lhes causar a morte.
«Há pessoas que amam até à loucura os pais, os amigos e não sabem amar o bom Deus! Mas o que se faz com a criatura é o que se deve fazer com Deus: somente, ao bom Deus é preciso amá-Lo sem medida e cada vez mais. (…).
«Dizem que tudo isso é exagero.
«Mas o que é o amor, senão exagero? Exagerar é ultrapassar a lei; pois bem, o amor deve exagerar! Quem se limita ao que é absolutamente o seu dever, não ama.»

Fonte: São Pedro Julião Eymard, O Santíssimo Sacramento, Colecção «Os grandes Autores Espirituais», nº 24, Edições Paulinas, São Paulo, 1956, pp. 27 a 32.

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