São Miguel Arcanjo

29 Setembro 2022

O Arcanjo São Miguel, cuja festa se comemora a 29 de Setembro, é o modelo de guerreiro cristão pela fortaleza que demonstrou ao atirar para o Inferno as legiões dos anjos revoltados e dos indecisos. Ele é o guerreiro de Deus, que não tolera a contestação ou a «neutralidade» perante a Majestade Divina. Sempre pronto a empunhar o gládio para esmagar os inimigos do Altíssimo, São Miguel ensina-nos que não basta sermos apenas correctos. É também nosso dever combater o Mal, não apenas um mal abstracto, mas o mal representado e propagado pelos ímpios e pecadores.

São Miguel, com efeito, não atirou ao Inferno um «princípio maligno», decorrente de mera concepção da inteligência, pois os princípios ou concepções não são suscetíveis de serem queimados pelo fogo eterno. O que ele precipitou no Inferno foram criaturas, ou seja, Lúcifer e os seus sequazes, pois odiou o Mal que existia neles e que era amado por eles.

Nos tempos de profundo liberalismo em que vivemos, poucos são os cristãos que têm a noção  de pertencer a uma Igreja Militante — a Igreja Católica Apostólica Romana — tão militante na Terra como foram no Céu o Arcanjo São Miguel e os Anjos fiéis. Assim também nós devemos saber combater a insolência da impiedade e opor resistência tenaz ao adversário, atacá-lo e reduzi-lo à impotência. Recorde-se que «Para que o Mal vença, basta que o Bem nada faça!», conforme disse Edmund Burke.

Na luta contra o Mal, portanto, São Miguel Arcanjo não deve ser apenas o nosso modelo, mas também o auxílio que devemos invocar a todo o momento. A luta entre Lúcifer e o Gloriosíssimo Príncipe da Milícia Celeste nunca cessou desde o momento em que aquele foi precipitado no Inferno. Ela prossegue sem cessar ao longo dos séculos, mas também o Arcanjo está continuamente disponível para auxiliar os fiéis cristãos nos combates contra o poder das trevas.

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A oração que abaixo transcrevemos foi e escrita em 1884 pelo Papa Leão XIII (1810-1903) e por ele recomendada para ser rezada no final da Missa, após a leitura do princípio do Evangelho de São João («último Evangelho») e das três Ave-Marias pela conversão da Rússia. Todas estas orações foram abolidas com a chamada «Reforma Litúrgica» de 1969, mas continuam a ser rezadas no final de todas as Missas do Rito Romano tradicional.

Também conhecida como «pequeno exorcismo do Papa Leão XIII», esta oração foi igualmente destinada pelo Pontífice ao uso privado e posta ao alcance de todo o bom católico nas dificuldades da vida. É uma poderosa arma para o combate espiritual, quando recitada com fé viva, firmeza, prudência e grande amor a Deus. Todo o fiel que a reza, assume uma atitude de combate espiritual, devendo fazê-lo todos os dias, tanto na Igreja como em casa, de preferência em família.

Sancte Michaël Archangele, defende nos in praelio contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque Princeps militiae caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, sêde a nossa guarda contra a maldade e ciladas do demónio. Instante e humildemente pedimos que Deus sobre ele impere e vós, Príncipe da milícia celeste, com o poder divino, precipitai no Inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas. Amen.

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