São Januário: Bispo e Mártir

19 Setembro 2022

Liquefacção do sangue de São Januário (Foto: «Ciência confirma a Igreja»)

São Januário (ou São Gennaro), nascido no ano 272 em Próculo (Itália), foi bispo e mártir da Igreja Católica. Faleceu a 19 de Setembro de 305 em decorrência da perseguição do imperador romano Diocleciano. Era bispo de Benevento quando foi decapitado em Possuoli. O seu corpo foi sepultado em Nápoles, cidade que o elegeu como seu principal padroeiro.

Certamente a popularidade deste santo deve-se a um facto prodigioso que se repete há séculos, todos os anos, e que mantém viva a devoção que lhe é prestada: «Iesce e facce la grazia, San Gennà!» (Saí e concedei-nos a graça, São Januário!).
A súplica renova-se na capela real do domo de Nápoles, para que se liquefaça o sangue de São Januário, contido numa ampola. A liquefação pode dar-se em qualquer dia entre 19 de Setembro (data da sua festa litúrgica) e o primeiro domingo de Maio, ocorrendo por vezes também a 16 de Dezembro (aniversário do ano de 1631, no qual São Januário salvou Nápoles da erupção do Vesúvio).
Se o santo «faz o  milagre», os napolitanos vêem nisso bons auspícios para a cidade. Mas se ele não atende às súplicas e se o sangue não se liquefaz, os napolitanos passam às imprecações e às apóstrofes.
Segundo uma «Paixão» surgida  no século VIII, Januário, bispo de Benevento, fugiu incógnito para Possuoli a fim de escapar à prisão a que estava sujeito em decorrência da perseguição. Ali recebeu em segredo a visita dos diáconos Sosso e Festo, acompanhados por Desidério. Sosso, porém, foi descoberto, condenado e preso. Januário, Festo e Desidério quiseram ir visitá-lo ao cárcere, mas foram também capturados e condenados «ad bestias», isto é, às feras do circo para serem devorados. A sua pena acabou por ser comutada para decapitação por «condescendência» do juiz Dragónico, que tinha sido curado da cegueira pelo santo bispo. Houve quem não se conformasse com esta ingratidão e tivesse coragem de protestar contra a sentença, sujeitando-se obviamente à pena capital. Foi o que aconteceu aos santos Próculo, Eutíquio e Acúcio, executados também por decapitação e ficando assim agregados ao martírio de São Januário.

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