Repercutem no Brasil as reacções de jovens portugueses contra as posições controversas dos bispos

16 Setembro 2022

Pelo menos desde 2019 vêm sendo notícia as reacções de grupos de jovens portugueses inconformados com as graves deturpações doutrinárias que os bispos têm tentado inculcar nos fiéis para levá-los a aceitar a transformação da Igreja Católica numa espécie de ONG ou associação inter-religiosa onde todos são bem aceites, até mesmo os inimigos da Fé ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Uma dessas reacções foi manifestada em carta dirigida a D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa e Presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família e um dos organizadores da JMJ 2023, que decorrerá em Lisboa. Para este bispo, a organização do evento deve «alargar a participação não só aos católicos mas também aos não-crentes, aos jovens de outras confissões religiosas. É um acontecimento com dimensão universal, ecuménico e inter-religioso». Ou seja, se é um acontecimento com essas características, então deixa de ser um encontro católico porque até admite não-crentes e seguidores de outras religiões que negam a Fé católica.

O projecto de D. Joaquim Mendes é uma negação à integridade da Fé Católica e mais um deliberado reforço ao chamado «diálogo inter-religioso» cujo objectivo consiste em relativizar a Verdade e estabelecer a confusão nos fiéis católicos, levando-os aceitar o erro e a mentira, em vez de os exortar a defender e expandir a sua Fé: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura», disse Nosso Senhor (Mc 16, 15).

Mais recentemene circulou uma «Carta de jovens aos bispos portugueses», na qual se manifesta estranheza pelos conteúdos, conceitos e conclusões do «Relatório de Portugal (RP) ao Sínodo 2021-2023».

Estas reacções estão bem sintetizadas e explicitadas no vídeo do jovem brasileiro Lorenzo Lazzarotto, também ele – e muitos mais brasileiros – inconformado com a subversão promovida dentro da Igreja pela própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB (equivalente à Conferência Episcopal Portuguesa – CEP). A posição dos jovens portugueses, portanto, faz todo o sentido no Brasil e reforça os laços que nos unem àquela grande nação, nascida sob o signo da Cruz e oficialmente inaugurada com a celebração de uma Santa Missa.

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