O Regicídio de 1908 e o futuro de Portugal nas eleições de 10 de Março

30 Janeiro 2024

Decorre neste ano de 2024 o 116º aniversário do assassinato que tragicamente pôs fim à vida de El-Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe, no dia 1º de Fevereiro de 1908.

Para os autores desse hediondo crime, era indiferente a questão da legitimidade dinástica do Monarca. O que estava em causa era simplesmente acabar com a Monarquia, fosse ela a Tradicional ou a Constitucional. Apesar do seu declínio e da grave crise política em que se encontrava, a Monarquia Constitucional era ainda o resto de uma respeitável ordem e de um código de valores que a conspiração republicana não podia tolerar. Era necessário acabar radicalmente com o Poder Real para se instalar o oposto, ou seja, o poder revolucionário, anárquico, ateu e maçónico da República, conforme ele se revelou nos seus primeiros 16 anos: 45 governos e uma «incrível série de excessos e crimes que foram promulgados em Portugal para a opressão da Igreja», segundo as palavras do Papa São Pio X (Encíclica Iamdudum, de 24 de Maio de 1911).

Para se ter uma ideia do ódio que motivou o Regicídio, basta recordar que D. Carlos foi cobardemente abatido pelas costas, com um tiro certeiro na nuca. Os assassinos continuaram a disparar até abaterem também o Príncipe Real que, a tiro de pistola, ainda tentou ripostar ao ataque, com varonil coragem.

Talvez a Nação nunca tenha sabido avaliar a gravidade desse crime de rejeição à nossa História e a um símbolo do Poder que emana de Deus: o Rei.

Entretanto mais de um século se passou! E os regicidas, que julgavam poder destruir pela violência uma das grandes instituições da Civilização Cristã – a Monarquia – estão hoje cobertos pela vergonha da sua infâmia, enquanto as duas vítimas Reais, revestidas pelo manto do martírio, são sempre lembradas com veneração e respeito, suscitando actos de piedade e patriotismo em sua memória.

«O Rei morreu! Vivam os regicidas!» Esta frase e a figura dos dois assassinos (Alfredo Costa e Manuel Buíça) estavam estampadas em uma das paredes do Mosteiro de São Vicente de Fora (Lisboa, Sede do Patriarcado), no ano de 2008, quando se comemorou o Centenário do Regicídio.
Os herdeiros ideológicos dos regicidas do Terreiro do Paço estão vivos e vão continuar a comandar os destinos do nosso País… a menos que os Portugueses queiram agir e acabar com isso no dia 10 de Março.

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Os tiros que abateram El-Rei D. Carlos e o Príncipe Real D. Luís Filipe atingiram também a História de Portugal. De lá para cá, o nosso País sofreu inúmeras convulsões e descaminhos, fruto de um regime nascido sob o signo do golpe, da ilegitimidade e do laicismo republicano, mas que agora agoniza sob o peso dos 50 anos das mentiras de Abril e do fracasso de sucessivos governos socialistas e seus aliados da «oposição».

Um século após o martírio real e em vista do rumo que está a ser imposto à sociedade portuguesa, as nossas considerações não podem ser apenas nostálgicas.

Somos portugueses que desejam influir no Futuro, e por isso o nosso brado é um protesto contra mais de um século de injusto sepultamento da Monarquia e contra estes últimos 50 anos de falsa democracia, de socialismo e vandalização da nossa História.

Tal é a crise em que nos encontramos que não será exagerado dizer que as próximas eleições de 10 de Março serão certamente a última oportunidade para rejeitarmos o socialismo e a falsa democracia, a pobreza e a corrupção, a ditadura do fisco, a subversão dos nossos costumes e a perversão da nossa juventude em todos os níveis escolares.

Se quisermos continuar nesta morna e execrável indiferença, então convém que depois não se lamente a investida final dos herdeiros ideológicos dos regicidas do Terreiro do Paço. Tem estado na mão deles o comando dos nossos destinos. Se não os enfrentarmos agora, iremos bem provavelmente assistir ao crepúsculo da nossa identidade, iremos perder a nossa soberania e a liberdade fundamentada na nossa tradição cristã e europeia.

A. J. Alves da Silveira

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