O Dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora

8 Dezembro 2022

A proclamação solene do Dogma da Imaculada Conceição foi feita a 8 de Dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX.

Por meio da Bula «Ineffabilis Deus» assim Pio IX definiu o Dogma da Imaculada Conceição, proclamado a 8 de Dezembro de 1854:
«A doutrina que sustenta que a Beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, foi preservada e imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus, e por isto deve ser acreditada firme e inviolavelmente por todos os fiéis.»
Nessa mesma Bula, assim se exprimiu também o Papa:
«E depois reafirmamos a nossa mais confiante esperança na Beatíssima Virgem que, toda bela e imaculada, esmagou a cabeça venenosa da crudelíssima serpente e trouxe a salvação ao mundo.»
Com plena noção do magnífico alcance que tinha a proclamação deste dogma, o próprio Papa Pio IX reconhece a profunda comoção que sentiu, descrevendo-a com estas palavras:
«Quando comecei a publicar o decreto dogmático, senti a minha voz impotente para se fazer ouvir pela imensa multidão [50 mil pessoas] que se apinhava na Basílica do Vaticano. Mas, quando cheguei à fórmula da definição, Deus deu à voz do seu Vigário tal força e tal vigor sobrenatural, que a fez ressoar em toda a Basílica. E eu fiquei tão impressionado por tal socorro divino que fui obrigado a suspender, por um instante, a palavra para dar livre desafogo às minhas lágrimas.
«Além disso, enquanto Deus proclamava o dogma pela boca do seu Vigário, Ele mesmo deu ao meu espírito um conhecimento tão claro e tão grande da incomparável pureza da Santíssima Virgem que, abismado na profundidade desse conhecimento, que linguagem alguma poderia descrever, a minha alma ficou inundada de delícias inenarráveis, delícias que não são terrenas e que se não poderiam experimentar senão no Céu.
«Nenhuma prosperidade, nenhuma alegria deste mundo poderia dar a menor ideia daquelas delícias. E não temo em afirmar que o Vigário de Cristo precisou de uma graça especial para não morrer de doçura, sob a impressão de tal conhecimento e de tal sentimento da beleza incomparável de Maria Imaculada.»

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