Eutanásia, sofrimento e «morte digna»

3 Fevereiro 2021


Quem afirma que é católico, deve recordar que a Eutanásia «é moralmente inaceitável», conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (Artigo 5, 2276-2279).

A Eutanásia não é morte «digna» para ninguém, como pretendem comunistas,  nazistas e seus seguidores activos ou passivos. Hoje em dia existem muitos meios de aliviar ou eliminar o sofrimento. Mas nem mesmo este é necessariamente um mal, principalmente quando suportado com elevado sentido de resignação, conforme pede a Fé católica.

A eutanásia, praticada por povos primitivos, foi abandonada logo no advento do Cristianismo, há mais de dois mil anos, e rejeitada hoje pela quase totalidade dos países do Mundo. A verdade é que o 5º mandamento da Lei de Deus proíbe matar injustamente o nosso semelhante e também o acto de alguém se matar a si mesmo. Contra a eutanásia se pronunciaram categoricamente grandes Santos, como Santo Agostinho e mais tarde São Tomás de Aquino, o qual, na sua Suma Teológica, denuncia a teoria que lhe subjaz como contrária à caridade, como ofensa contra a comunidade e como usurpação do poder de Deus, único dono da vida e da morte. Também não é lícito abreviar a vida de alguém com o fim de «acabar com os seus sofrimentos». Diz São Tomás que, desse modo, se estaria a violar direitos intangíveis como o direito ao aperfeiçoamento individual, sendo um dos seus principais factores o de suportar com resignação o sofrimento, ou ajudar quem sofre a suportá-lo resignadamente.

Infelizmente isto não é ensinado aos católicos com a devida insistência, pela voz dos bispos e dos sacerdotes, salvo raras e louváveis excepções.  De facto, as mortes terríveis de inúmeros mártires em todos os séculos da História da Igreja, são disso uma prova edificante. Mas nem todas elas juntas são tão edificantes ou sequer comparáveis ao valor infinito da Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se alguém merecia uma «morte digna», seria Ele, o Filho Unigénito de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Rei dos reis. No entanto, coube-lhe a morte mais indigna que se podia dar ao Homem mais digno – infinitamente digno – de toda a Criação. Foi pelo exemplo d’Ele que os mártires de todos os tempos suportaram a morte em sofrimento, com o mais elevado sentido de dignidade, oferecendo os padecimentos pela salvação de outros e deles próprios. Para um católico, a morte verdadeiramente misericordiosa é aquela que leva a Extrema Unção, Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para alívio espiritual e corporal dos enfermos. Não tem nada a ver com o conceito «misericordioso» de comunistas e nazistas, com essa crueldade mal disfarçada que mais uma vez se pratica em boa parte do Mundo Ocidental, como nos bárbaros tempos de Stalin ou de Adolf Hitler.

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