Eutanásia (II)

10 Novembro 2021


Palácio de Belém, Lisboa, 18 de Novembro de 2022: O presidente do IPEC, Luís Filipe Ferrand d’Almeida, dando entrevista após entrega das assinaturas da segunda campanha pedindo o veto do Presidente da República à lei da eutanásia.

Segunda campanha contra a Eutanásia

Novembro de 2021

O envolvimento conseguido na primeira campanha contra a eutanásia, gerou tal número de cartas pedindo o veto, que a Presidência da República cancelou o seu endereço de correio electrónico, inviabilizando assim «democraticamente» a comunicação directa entre cidadãos e Chefe de Estado.

Deste modo, a entrega das assinaturas da segunda campanha do IPEC, em Novembro, teve que ser feita em listas impressas, entregues em mãos no Palácio de Belém por quatro membros do IPEC.

Considerando, que esta segunda tentativa, encoberta por uma oportuna «crise política» no Governo, parecia estranhamente orquestrada para finalmente alcançar a aprovação da eutanásia, o apelo do IPEC ao Presidente da República foi mais veemente do que o anterior: 

«Durante a campanha eleitoral em que se reelegeu, Vossa Excelência afirmou clara e reiteradamente a sua Fé Católica, sem dúvida com a preocupação de agradar ao seu eleitorado, também ele maioritariamente católico. Se ainda professa e honra essa Fé, Senhor Presidente, queira então dar agora um sinal de que é consequente com ela, rejeitando essa lei de evocação nazi que, em nome de uma cínica «misericórdia», não visa outra coisa senão descartar os inválidos e os doentes considerados inúteis para o Estado.

Decidindo pela rejeição, como manda a Justiça e o Bem, dificilmente incorrerá Vossa Excelência no risco de ter que abandonar a Presidência da República, mas ainda que tal aconteça, vale mais perder hoje esse cargo do que viver os dias que lhe restam na expectativa assombrada do amanhã que a todos chega, do amanhã das coisas últimas e definitivas, onde nenhum artifício subsiste ou ilude e onde o mais alto responsável pela Nação Portuguesa terá de responder perante o Tribunal de Deus e o Tribunal da História.»

Graças a todos os movimentos pró-vida que se empenharam nesta campanha, mais uma vez foi rejeitado o projecto para implementação da «morte assistida» em Portugal.

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