Eutanásia: grave questão de consciência para um Presidente católico

26 Fevereiro 2021


Portugal vive uma grave crise do sistema de saúde e do sistema político, fruto da epidemia Covid-19. As causas são bem diversas, uma vez que há muitas estranhezas e operações de propaganda, tentando pintar um quadro da situação mais grave que a realidade. As rádios e televisões enchem praticamente todos os seus noticiários com informações dramatizadas da epidemia. Deste modo, muitos outros factos importantes da vida pública, são relegados ao quase esquecimento.
Foi assim que, aproveitando o caos provocado pela epidemia, a discussão sobre a eutanásia voltou subrepticiamente ao Parlamento português. E nos últimos dias de Janeiro a lei que autoriza a eutanásia e o suicídio assistido foi aprovada por 136 votos a favor, 4 abstenções e 78 votos contra. A aprovação é ainda uma gritante contradição com o que se vive naquele país, em que o mundo político apela e impõe medidas draconianas, e sem eficiência comprovada, para submeter Portugal a um lockdown quase generalizado, em nome de “salvar vidas”. Agora a lei deve ser submetida à sanção presidencial.
Se for promulgada pelo Presidente da República, Portugal será o quarto país na Europa e o sétimo no mundo, a legalizar a eutanásia. O Instituto Português de Estudos Contemporâneos acaba de lançar um apelo ao Presidente da República para que use o seu poder de veto: «A eutanásia é uma grave questão de consciência para um Presidente que se diz católico e para todos os Portugueses; Portugal necessita de soluções de apoio à saúde e à vida, não de incentivos à morte!»

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