Depoimento de um cidadão goês sobre a presença portuguesa na Índia

3 Junho 2023

A Sé-Catedral de Goa continua a ser um testemunho vivo da dedicação de Portugal àquele seu próspero Estado Ultramarino, invadido e usurpado pela União Indiana em 1961. O Conselho de Segurança das Nações Unidas não reconheceu esta usurpação e propôs uma resolução para condená-la e revertê-la, mas foi objectado pelo veto da União Soviética (Rússia comunista).


O cidadão goês Clayton da Gama, engenheiro electrotécnico licenciado pela Universidade de Cambridge (Inglaterra), publicou no site «Quora» um interessante testemunho sobre a memória da presença portuguesa na Índia.

Diz ele que os portugueses não queriam servir-se de Goa e que nem a consideravam como colónia. Ficavam até desagradados quando alguém se referia a Goa como colónia, porque realmente não era.

Goa fazia parte integrante de Portugal e todos os goeses tinham oportunidades iguais às dos portugueses, fosse em Goa, em Portugal ou em Macau. Todos os goeses eram cidadãos de Portugal e ainda hoje os cidadãos de origem goesa podem obter nacionalidade portuguesa.

Comparando com a presença inglesa, conta ele que os britânicos «tratavam os indianos como cães» e eram muito racistas com eles, inclusivamente com os que tinham educação de nível superior. Gandhi, por exemplo, depois de se ter formado como médico, foi certa vez expulso do comboio por ter tido o «atrevimento» de viajar em primeira classe, juntamente com os cidadãos ingleses. A Inglaterra também tirava da Índia todo o dinheiro que podia, acrescenta Clayton da Gama.

Aos goeses também era dada a «oportunidade de trabalhar para o governo de Goa e de outros lugares nas províncias de Portugal.»

O Governo Português pagou bolsas de estudo e deu assistência a famílias com crianças, mostrando a estima que Portugal tinha por Goa e como queria ajudar esse Estado Ultramarino, fundado por Afonso de Albuquerque em 1510.

A Inglaterra não fez isso porque só queria servir-se da Índia, tirar de lá o dinheiro, levar para Inglaterra o que era lá produzido e revender na Índia a preços exorbitantes. Esta é, pelo menos, a fama que a Inglaterra deixou na Índia, conforme descreve Clayton da Gama.

Portugal fez por Goa o que a Índia ainda não conseguiu fazer: legislação, infraestruturas, atribuição de subsídios, construção de igrejas, escolas e hospitais, boa qualidade de vida, etc.

Por isso Goa é o melhor lugar da Índia para se viver. Até hoje, a maior parte dos goeses que nasceu na época da administração portuguesa vive geralmente mais de 85 anos e os índices de alfabetização e PIB continuam a ser os mais elevados da Índia.

(Leia aqui o texto original do testemunho de Clayton da Gama)

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