A «venezuelização» forçada da Colômbia pelo recurso à violência e à destruição

25 Maio 2021

«Foi preciso arrasar a Rússia para se fazer a Revolução, mas a Revolução fez-se», comentou Trotsky no fim da devastadora guerra civil bolchevista

Os tumultos, a violência, a destruição, os incêndios, os bloqueios ao auxílio humanitário, etc., têm sido sistematicamente organizados pelas forças que congregam comunistas, anarquistas, terroristas  e todo o tipo de agitadores e agentes dessa «nova (des)ordem mundial». Quando são repelidos pela polícia, a imagem que a comunicação social passa continuamente para a Europa ou para a América do Norte, é a de «repressão» e «violência policial», mas não se diz uma palavra sobre os incalculáveis estragos e vítimas que estes revolucionários já causaram. «Foi preciso arrasar a Rússia para se fazer a Revolução, mas a Revolução fez-se», comentou Trotsky no fim da devastadora guerra civil bolchevista. O mesmo já se fez na Venezuela, o mesmo está a fazer-se na Colômbia, na Argentina, na França e noutros países. A vez de Portugal também chegará, não nos iludamos! (Foto: Asuntos Legales)

Carta aberta da sociedade Santo Elias a Iván Duque Márquez,
Presidente da Colômbia:

Senhor Presidente,

Como católicos, ainda em grande maioria na Colômbia, vimos recordar-lhe uma frase bíblica: Exsurge, Domine! Quare obdormis? (Levantai-vos, Senhor! Por que pareceis dormir?) (Sl 43,23). 

A cada dia que começa, somos cada vez mais vítimas de excessos, de violência e de exigências absurdas. Não obstante, o nosso governo parece ajoelhado perante os comunistas, anarquistas e agitadores incendiários, e sobretudo perante os cínicos que ousam exigir ao governo o fim da violência [causada por eles próprios] e o encerramento das Forças Armadas.

Os agitadores já atearam fogo à cidade de Cali, por exemplo, e as suas acções são para levar a sério. No dia 17 de Maio incendiaram enormes tanques de combustível e provocaram uma tremenda explosão em Yumbo, semeando pânico e vítimas por toda a parte.

Vítimas sim, é o que são os seus eleitores. Não foi com eles que Vossa Excelência ganhou as eleições? Não foram eles que disseram NÃO às FARC no plebiscito? Não serão eles que o Sr. Presidente deveria representar se é verdadeiramente um governante?

No meio da tragédia das doenças, das cheias, dos assaltos, faça alguma coisa, Senhor Presidente! Porque parece estar ajoelhado?

Agora chegámos ao ponto em que é necessário pedir licença aos agitadores anarquistas, até  para levar máquinas destinadas a ajudar tantas pessoas afectadas pelos deslizamentos de terras na auto-estrada mais importante da Colômbia (perto do Túnel de la Línea). E também para o transporte de oxigénio e medicamentos. Os mercados de abastecimento são arbitrariamente asfixiados, ficando vazios e desocupados como os da Venezuela.

Senhor Presidente, muitos colombianos – certamente a maioria – estão com Vossa Excelência e com o governo legítimo, não com o «governo» paralelo que está a ser criado com o apoio de certas organizações internacionais, o que vai contra os verdadeiros direitos humanos. Nós, cidadãos de bem, empreendedores e defensores de princípios, também temos direitos legítimos que esperam pela sua generosidade.

No cumprimento do nosso dever, enviamos os nossos respeitosos cumprimentos,

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