A queda do Muro de Berlim

9 Novembro 2022

1961: Construção do Muro de Berlim, também conhecido como «Muro da Vergonha» (Foto: «Toda Matéria»)

O dia 9 de Novembro de 1989 marca o aniversário da queda do Muro de Berlim, na Alemanha. A estrutura de cimento armado que dividia o país desde 1961, foi destruída durante uma manifestação popular que marcou o início do processo da reunificação alemã e da derrocada do comunismo na Europa Oriental.
Como desde logo se quis conhecer a verdade escondida pelo regime comunista, os burocratas dos órgãos políticos e da repressão (como a polícia secreta da Alemanha Oriental – Stasi) apressaram-se em destruir documentos. No entanto, surgiram iniciativas populares que até hoje buscam reconstituir a memória desses tempos, reunindo a documentação que escapou à destruição e tentando reconstruir o que não foi completamente eliminado.

O processo burocrático da reunificação alemã foi oficialmente encerrado no dia 3 de Outubro  de 1990.
O socialismo não é apenas pobreza: é pobreza carcerária. Por isso tem necessariamente que se isolar atrás dos seus muros, não tanto para impedir que estrangeiros entrem, buscando a «prosperidade socialista», mas para impedir que os cidadãos prisioneiros fujam da miséria que ele gera inexoravelmente.
Embora o socialismo prometa criar o paraíso na Terra, ele apenas oferece um inferno político, social e económico do qual a maioria da população deseja fugir desesperadamente.
Por isso, aos regimes socialistas não resta outra solução senão estabelecer rígidos e violentos controles de fronteiras, com barreiras mortíferas. A intenção não é a de evitar que a mão-de-obra «explorada pelo capitalismo» venha para território socialista, mas sim a de impedir que trabalhadores escravizados fujam em massa para os países capitalistas, apesar de estes já estarem também fortemente contaminados por políticas e práticas económicas socialistas.
A «República Democrática da Alemanha» não foi uma excepção a esta regra. Entre 1949 e 1961 — ou seja, antes da construção do Muro — 3,8 milhões de pessoas abandonaram a parte Oriental da Alemanha, ocupada pelo comunismo soviético, para se instalarem na Alemanha Ocidental. Foi aproximadamente 20% da população.
Para se ter uma ideia desta calamidade migratória, cabe lembrar que o número de refugiados que escaparam da Síria, em decorrência da guerra que a devastou desde a chamada «Primavera Árabe» (2010) foi de 5,5 milhões para uma população original de 22 milhões, ou seja, 25% de seus habitantes.
Dito de outra maneira, os efeitos do socialismo sobre a população da Alemanha Oriental foram análogos aos de uma guerra civil. E o facto é que a ditadura socialista não é outra coisa senão uma guerra de intolerância e perseguição de uma facção política contra a maioria da população de um país.

Muro de Berlim – O comunismo soviético, estabelecido na chamada «República Democrática Alemã – RDA», levantou em 1961 uma fronteira fortificada, isolando completamente a parte ocidental de Berlim por meio de um muro e de uma zona de segurança praticamente intransponíveis. As pessoas que não queriam viver sob o regime comunista eram presas ou abatidas a tiro quando tentavam fugir da Alemanha Oriental para a Ocidental, transpondo esse Muro ou qualquer ponto da fronteira.

Esta intensa e irrefreável migração da Alemanha Oriental para a Alemanha Ocidental acabou por forçar a nomenclatura socialista a impor, já a partir de meados da década de 1950, estritos controles sobre a fronteira no lado oriental. Ali foram sendo progressivamente erguidas, nas linhas de fronteira, barreiras de arame farpado e muros de betão, zonas de acesso restrito, campos minados e valas para impedir a passagem de veículos e pessoas em fuga.
O Muro de Berlim resumiu perfeitamente a ideia comunista da pessoa humana enquanto propriedade do Estado. Por trás daquele muro, na Alemanha Oriental, era o governo quem dizia às pessoas onde elas deveriam morar e trabalhar, quais os bens que poderiam consumir e quais as formas de entretenimento que lhes eram permitidas. O Estado determinava o que elas deveriam ler, ver e dizer. E não podiam sair do país, a menos que fosse em missões de representação (diplomacia, Jogos Olímpicos, etc.) e de acordo com os interesses e critérios do Partido Comunista. Mas se alguma dessas poucas pessoas, a quem era permitido sair, mudasse de ideias e resolvesse não voltar, o Partido logo exercia severas represálias sobre os familiares.
Este foi o conceito de «liberdade» nas ex-repúblicas «democráticas» da Europa Oriental e é o que agora prevalece na actual China, na Coreia do Norte e noutros países comunistas.
Recorde-se que esse regime de intolerância e perseguição, também já começou a aplicar-se no «Mundo Livre» por meio da tirania sanitária, da vacinação, das restrições energéticas, do ambientalismo, da imposição da agenda 2030, do lobby gay, etc.

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