A destruição de Hiroshima e Nagasaki pela bomba atómica – 6 de Agosto de 1945

6 Agosto 2022

A 6 de Agosto de 1945 (no fim da II Guerra Mundial) a cidade de Hiroshima (Japão) foi completamente arrasada pela deflagração da bomba atómica lançada por um avião B-29 da Força Aérea dos Estados Unidos. Foi a primeira vez que se utilizou uma arma nuclear contra a população civil. A segunda vez foi três dias depois, a 9 de Agosto, com o bombardeamento de Nagasaki. Recorde-se que Hiroshima e Nagasaki «por acaso» eram as duas cidades com maior população católica no Japão…

Praticamente no fim da II Guerra Mundial, a aviação americana lançou sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, a bomba atómica «Little Boy», de urânio, que provocou a morte de 140 mil pessoas, mais de 70 mil feridos e a consequente destruição de grande parte da cidade. Três dias depois, a mesma aviação lançou nova bomba nuclear de plutónio, «Fat Man», sobre a cidade de Nagasaki. Essa bomba destruiu a catedral da Imaculada Conceição, matando muitos católicos que ali estavam a rezar.

Nunca antes se tinham usado armas nucleares contra alvos civis.

Nesse terrível cenário, ocorreu um facto surpreendente, que passou a ser conhecido como o «Milagre de Hiroshima»: quatro sacerdotes jesuítas alemães sobreviveram à catástrofe, inclusive aos seus efeitos, apesar de estarem perto do local onde a bomba deflagrou.

Esses religiosos eram os padres Hugo Lassalle (Superior dos Jesuítas no Japão), Hubert Schiffer, Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik. No momento da explosão, eles encontravam-se na casa paroquial da igreja de Nossa Senhora da Assunção, um dos poucos edifícios que resistiu à explosão. Um dos sacerdotes estava a celebrar a Santa Missa, outro tomava o pequeno almoço e os demais encontravam-se em dependências da paróquia.

O edifício religioso sofreu apenas danos menores, como vidros quebrados, conforme escreveu o Pe. Hubert Cieslik no seu diário, mas nenhum dano provocado pela devastadora onda de choque da bomba atómica. O Pe. Schiffer escreveria depois o livro «O Rosário de Hiroshima», no qual narra tudo o que lhes sucedeu naqueles dias trágicos.

Os religiosos atribuem a sua preservação a uma protecção particular da Santíssima Virgem, pois «vivíamos a mensagem de Fátima e rezávamos juntos o Rosário todos os dias».

Quando, mais tarde, esses jesuítas receberam tratamento médico, foi-lhes dito que teriam lesões graves, doenças e também morte prematura em decorrência da radiação nuclear. Contra todas as expectativas, porém, tal não sucedeu. Nenhum deles padeceu de qualquer transtorno físico provocado pela radiação.

Luís de Magalhães Taveiro

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